Lembro-me quando criança daquelas máquinas fotográficas de filme, que você tinha que mandar para a revelação, a qualidade das máquinas mais populares não era aquela maravilha, e você sequer tinha como saber se a foto tinha saído tremida, fora de foco ou com olhos vermelhos nas pessoas e animais - até que o filme fosse levado a uma loja e você esperasse uns três dias, pelo que eu me lembro. Nesse tempo, meados da década de 80 e 90, fotografia de qualidade só era tirada por profissionais com equipamentos mais elaborados. Já teve a febre das polaroids (aquelas maquininhas que imprimem a foto em pouco tempo, num formato quadrado), das máquinas descartáveis... Mas tudo evolui, de uma forma ou de outra.
A realidade descrita acima permaneceu por um bom tempo, até que surgiria, no Brasil, uma nova febre, já no século XXI: as máquinas digitais. No começo, máquinas com cerca de uns 5 megapixels e alguns bons recursos custavam caríssimo, quase mil reais. Como ocorreu com outros produtos (como TVs de plasma e LCD, MP4, etc), depois de um tempo as câmeras passaram a ter qualidade maior, mais recursos, e custar mais barato. Pode-se encontrar facilmente, por exemplo, uma boa câmera de ótima marca com cerca de 10 ou 12 megapixels por uns R$ 300,00 ou R$ 400,00.
Essa popularização é notável também no fato de até mesmo os celulares virem com câmeras com definição cada vez melhor, tirando boas fotografias - e aparelhos com esse recurso não custam nada caro.
A fotografia, para mim, tem dois valores: enquanto arte, e enquanto ferramenta de trabalho. A fotografia mais artística, a inusitada, a leve e solta, é uma que adoro exercitar. Tenho a mania de fotografar quase tudo o que vejo, tentando sempre mostrar uma nova perspectiva. A fotografia como meio de trabalho é um truque que aprendi em um programa de TV e com uma professora. Vou explicar. Quando falo do programa refiro-me ao "Dress my nest", exibido no canal Discovery Home&Health e apresentado pelo designer de interiores Thom Filicia que, ao visitar o ambiente que precisa ser modificado, tira várias fotos do espaço e as leva para o seu estúdio, o que o ajuda a projetar, pois uma coisa é termos as medidas do local em mãos em uma planta baixa bonitinha feita no Autocad; outra é possuirmos fotos do ambiente como ele é, e podermos captar novamente os detalhes do local, na realidade. Quando falo, por outro lado, que aprendi com uma professora, foi que ela, na primeira semana de aula, deu a dica de fotografarmos arquiteturas, interiores, fachadas, estilos, e tudo o mais que se relacionar com o design de interiores para compormos um caderninho, cuja consulta ajudará muito na hora de projetar.
Como as câmeras digitais hoje são acessíveis para todas as classes sociais, não é nada raro sairmos à rua e vermos alguém fotografando uma paisagem, um grupo de amigos amontoando-se para tirar uma foto de lembrança, etc. Por isso a fotografia amadora está tão difundida. Fotografia amadora é aquela que não é realizada como meio de trabalho, como "ganha pão" do fotógrafo, independente da qualidade do equipamento que ele possui e de sua perícia no manejo do mesmo; mas, sim, é realizada por prazer, por hobby. Se alguém tira fotos e ganha dinheiro com elas como meio de vida, aí já trata-se de um profissional.
Essa possibilidade de acesso à fotografia é uma realidade maravilhosa, pois é uma das mais práticas formas de arte que há, você só precisa de uma câmera, de muita observação e de criatividade, não precisa levar maletas de tinta e pincéis, cavaletes e telas para cima e para baixo.
Seja qual a forma de arte que você preferir realizar, é excelente poder executá-la. Certa vez, em um sábado, passando pela Praça XV, aqui no Rio de Janeiro, vi um artista que pintava em seu cavalete, com aquela bela vista que a praça proporciona do mar, em meio à feirinha que acontece toda semana naquele mesmo dia, e achei muito interessante parar e observar a cena - pena que nesse dia estava sem a famigerada máquina digital em mãos.
Um blog dedicado ao Design de Interiores e à Arte, com dicas, comentários, novidades, estudos, divulgação do meu portfolio... Um espaço de uma estudante de Design de Interiores para outros estudantes, e profissionais - por que não?
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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
A arte escultórica de Philippe Faraut
Como nesse blog gosto de falar bastante de arte - afinal, design é arte e é difícil um designer obter algum sucesso se não for conhecedor da arte e sua história, dedico esse post aos trabalhos do escultor francês Philippe Faraut, que produz esculturas tão realísticas, detalhista, bem acabadas, que parecem de fato pertencerem ao mundo real, só faltando falarem. Não estranharia se Faraut, a exemplo de Michelangelo com sua estátua de Moisés, desse um toquinho em suas obra e pedisse para que falassem, rsrs.
Descobri a obra de Faraut por acaso, em uma das minhas dezenas de pesquisas que faço na internet sobre assuntos relativos ao design em geral, design de interiores e arte.
No Youtube há diversos vídeos dele no ato em que está executando as esculturas, e é maravilhoso presenciar o momento no qual cada detalhe do trabalho está sendo modelado.
Abaixo, algumas de suas esculturas.
Descobri a obra de Faraut por acaso, em uma das minhas dezenas de pesquisas que faço na internet sobre assuntos relativos ao design em geral, design de interiores e arte.
No Youtube há diversos vídeos dele no ato em que está executando as esculturas, e é maravilhoso presenciar o momento no qual cada detalhe do trabalho está sendo modelado.
Abaixo, algumas de suas esculturas.
Faraut em ação
Faraut esculpindo
Como pode-se observar, Faraut utiliza diversidade de materiais na construção de sua obra, tais como pedra, mármore, bronze, argila.
Alguns vídeos de Faraut esculpindo:
http://www.youtube.com/watch?v=rzBs3PM2W_4&feature=player_embedded
Alguns vídeos de Faraut esculpindo:
http://www.youtube.com/watch?v=rzBs3PM2W_4&feature=player_embedded
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