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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Iniciando seu negócio de design de interiores

Já pensaram no que fazer para o seu negócio de Design de Interiores dar o pontapé inicial? Você pode começar montando seu home office. Aquele quartinho de empregada (que não abriga nenhuma profissional do lar), aquela garagem esquecida, aquele 2º quarto na casa ou apartamento que só possui a função de acumular cacarecos, ou mesmo uma parte de um cômodo - nada muito grande... Taí o seu espaço! Assim, não precisa alugar um escritório logo de cara (afinal, você, recém formado e iniciante na profissão, não terá muita grana para investir, salvo algumas exceções dentre vocês).
Você precisa inicialmente ter apenas o seu computador (de preferência um notebook - mesmo que com HD externo, para economizar espaço) com internet, uma mesa que te permita fazer seus projetos confortavelmente (normalmente os projetos de interiores são feitos em folhas tamanho A3 + espaço para seus lápis, lapiseiras, réguas, etc), uma cadeira com braços que te deixe ergonomicamente adaptado ao seu novo "habitat", uma pequena estante para seus livros e ferramentas de trabalho, e uma linha telefônica, de preferência uma outra que não seja a residencial (procure operadoras que ofereçam tarifas e pacotes baratos). Por que não faz a planta baixa de seu espaço de trabalho e projeta da forma que lhe for mais confortável? Assim esse projeto pode te ajudar quando criar seu espaço, além de ainda poder ir para o seu portfólio.
Depois crie perfis sociais que divulguem seus serviços. Os mais populares são twitter, orkut e criar seu próprio blog no blogger ou no wordpress. Possua também um e-mail criado apenas para o seu trabalho, diferente do e-mail pessoal, para não misturar as coisas. Desde cedo pense como empresário do seu próprio negócio e tenha uma visão ampla do mercado. Além das matérias relativas ao design de interiores em geral, procure também informar-se sobre marketing, para aprender a trabalhar a melhor divulgação do seu serviço. Ah, é super importante criar cartões de visita (e tê-los SEMPRE em mãos em qualquer lugar que você for, qualquer mesmo), além ter panfletos e outros materiais publicitários que ajudem na divulgação (procure uma gráfica que faça bons preços; nos cartões, por exemplo, normalmente há bons preços na compra do milheiro, e é vantajoso também porque você terá esse material por um bom tempo até precisar repor). Entregue esse material para amigos, parentes e conhecidos e, com quem tenha intimidade e se sinta cômodo para pedir ajuda, pergunte se algumas dessas pessoas pode ficar com alguns panfletos e cartões e entregá-los a outras pessoas, amigas, parentes e conhecidas, e assim vai. Propaganda boca-a-boca é muito poderosa, nunca subestime! Use a criatividade para fazer a sua atividade florescer e render frutos. Ninguém vira um designer de sucesso do nada, e nessas horas o marketing pode assumir um papel fundamental entre ter e não ter trabalho.
Inicie seu planejamento com a ajuda dessas dicas, e pense em médio e longo prazo também. Estabeleça metas. Pense grande. Atualize-se e estude novas tendências sempre.

sábado, 15 de janeiro de 2011

ANUNCIE E DIVULGUE

Quem trabalha com Design de Interiores sabe muito bem a importância de se articular e manter uma boa rede de contatos, entre fornecedores, fabricantes, lojistas, clientes, arquitetos, engenheiros, prestadores de serviços em geral. Assim, ainda dentro da Universidade, pretendo criar conexões com todos aqueles citados contatos. Quero muito estabelecer parcerias, inicialmente desta forma, enquanto ainda não sou designer formada: a proposta é divulgar linhas de produtos, serviços, novas texturas, enfim, tudo relacionado a qualquer produto e serviço que possua relação com design de interiores, proporcionando maior visibilidade para os interessados. Se for um produto, por exemplo, conhecerei a linha e escreverei sobre ela para a minha rede de contatos, no blog e no twitter.
Os benefícios: meu blog foi criado em julho do ano passado, e já contava com visitantes; após ampla divulgação desse espaço on line pela assessoria de imprensa da Universidade Veiga de Almeida (RJ), em 10 de dezembro de 2010 (por meio do informativo nº 37, ano 6), os seguidores vem aumentando e as visitas saltaram para milhares em pouco mais de um mês, tendo média diária de 400 acessos. Na presente data o marcador contabiliza quase 15.000 acessos. O público leitor é formado basicamente de designers de interiores e arquitetos atuantes no mercado.

Os interessados, por favor, entrem em contato pelo meu e-mail (nathalialopes.design@yahoo.com.br), pelo blog (através de comentários) ou pelo twitter (http://twitter.com/#!/Nathalia_Design).
Sucesso para todos nós e aguardo as oportunidades.

 http://www.tecla.san.co.mz/images/sucesso.jpg

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Mais um livro super importante

Para variar, em mais uma ida ao shopping e à minha dita livraria, garimpei, na seção de design de interiores, um livro muitooooooooo (vale cada "o" a mais) bom, da designer inglesa Jenny Gibbs, que é diretora da KLC School of Design, de Londres. O exemplar que vi era o único que estava na prateleira, então resolvi checar seu conteúdo. O livro chama-se "Design de interiores - Guia útil para estudantes e profissionais". A designer simplesmente faz uma verdadeira varredura em toda a profissão, e o livro serve para guiá-lo em cada etapa do seu trabalho, enquanto designer. Fala do papel do profissional, contextualiza a profissão, discorre sobre a relação com o cliente, diagnóstico, estudos preliminares, desenhos (à mão e CAD), formação do conceito, planejamento, psicologia das cores, acabamentos, mobiliário, fases do projeto, mercado de trabalho, portfólio, especializações que o designer pode seguir em sua carreira... isso só para citar alguns, hein? Esse é disparado o melhor, mais completo e didático livro específico para design de interiores que já vi. Claro que já encontrei outros tipos de livros, mas os outros que vi são mais práticos, mostram projetos, etapas, etc. O livro de Gibbs realmente GUIA o estudante e o profissional pelos meandros do design de interiores em todas as suas etapas, e não há como se perder pelo caminho. Simplesmente a publicação aborda um resumo de tudo o que você precisa saber para conduzir seus trabalhos, desde o começo, como forma de consulta rápida. É bem organizado, bem dividido, contém muitas figuras coloridas, em papel de ótima qualidade.
O preço do livro gira em torno de R$ 95,00, tente investir nele, parcele, peça desconto, mas leve para casa!!! Claro que não é tudo o que vejo que indico para você comprar, mas procuro dar minhas dicas de leitura baseada naquilo que vi e gostei, e que achei que valeria a pena. Esse livro é bem teórico e traz também o lado prático, e é essa a união que o torna forte, pois é difícil encontrar livros com pura teoria sobre design de interiores. O que encontramos bastante - BASTANTE! - nas livrarias e em bancas são revistas diversas, como Kaza, Casa Claudia, DCasa, Arquitetura&Construção, Decorar, Diseño interior... Muitas publicações, revistas e livros, estão principalmente nos idiomas inglês e espanhol; mesmo que não fale espanhol, vale a pena adquirir, pois não haverá maiores problemas na leitura (exceto por algumas palavras, mas para isso há o bom e velho dicionário), e se sabe inglês, adquira sim, pois compensará cada centavo (lembre-se sempre: é investimento!), se você vir que a publicação atende aos seus interesses.
Há alguns livros também muito bons, mas normalmente são muito cheios de imagens, plantas baixas e perspectivas, não é que não sejam interessantes ou necessários, mas não trazem uma teoria mastigadinha como o de Gibbs, afinal, todo estudante precisa fundamentalmente da teoria para a partir daí conseguir praticar o que estudou. O ponto fraco desses livros, infelizmente, é o preço. Como normalmente são livros muito bem acabados e impressos e possuem muitas figuras, projetos, plantas, acabam ficando encarecidos, custando em torno dos R$ 100,00 para cima. Porém, vasculhando ainda a livraria, há pequenas esperanças a preços tentadores, como no caso dos livrinhos da coleção Minidesignbooks. Esses livrinhos de bolso custam em torno de R$ 8,90 a unidade e cada um traz uma categoria, como Casa, Hotéis (ah, estão em espanhol, mas nada que impeça seu entendimento). Tem também a coleção Good Homes, da qual cada livro custa cerca de R$ 14,60 e cada um fala de uma parte do imóvel com ideias para estruturar o mesmo. A editora Abril, por meio da Casa Claudia, publica um monte de coletâneas, catálogos e similares.
Alguns autores já são reconhecidos e possuem obras muito vendidas no mercado, como Elizabeth Norfolk, Candice Olson, Angelika Taschen, Stafford Cliff, Ugo di Pace, Mireia Casanovas Soley, Bya Barros, Guinter Parschalk, Miriam Gurgel, Ana Maria Índio da Costa, Kate McIntyre, e muitos outros. O interessante é que os autores não pertencem a um nicho geográfico apenas, em todo o mundo há profissionais que estão produzindo o conhecimento, o que demonstra o crescimento da profissão.
Uma coisa que acho bacana é adquirir esse tipo de livro ou assinar uma revista ou algumas delas, para ajudar a dar uma inspiração. Porém, não cometa a insanidade profissional de copiar literalmente o ambiente, caso contrário, o cliente não precisaria te contratar, ele economizaria bastante comprando uma revistinha ou um livrinho, concorda? Inspire-se, mas não copie. A parte mais legal na nossa profissão é justamente o "criar", buscar soluções criativas para espaços muitas vezes até problemáticos que representam verdadeiros desafios de design, por serem pequenos, terem cômodos mal divididos, etc. É aí que todo o arsenal de conhecimento e de criatividade entram em jogo.
Outra dica: por que não faz a planta baixa do local onde você mora, casa ou apartamento? A partir daí você começa a rabiscar as soluções que você pensar para o ambiente, assim como a decoração, baseado naquilo que você espera de funcionalidade para o ambiente, como se você fosse seu primeiro cliente. Acho bacana, e vou fazer no meu apê nessas férias. De repente pode ser aí o pontapé inicial para montar seu portfólio!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Programas que um bom designer de interiores deve saber usar

Todas as profissões tem assistido às suas próprias informatizações. Hoje em dia, quem não sabe usar o computador está perdendo espaço; as vagas para estágios e empregos destacam suficientemente como requisitos para o candidato que ele saiba usar certos programas, cada um na sua área, claro; mas saber mexer com Word, Excel, internet, Powerpoint é o bê-a-bá, cabe a nós especializarmo-nos e sermos possuidores do "algo a mais" que nos fará conquistar uma vaga.
Para o design de interiores, o que eu percebo nos anúncios de vagas é a solicitação de que o profissional saiba utilizar especialmente Autocad, Promob, Sketch Up e 3D Max. Não precisa preocupar-se que não são pedidos todos os programas ao mesmo tempo; cada um tem uma especificidade. O Promob, por exemplo, é para quem quer trabalhar no mercado de móveis planejados; portanto, será pedido se você desejar ingressar nesse segmento. No curso de design de interiores da Universidade Veiga de Almeida, onde estudo, tivemos no primeiro semestre aulas de Representação Gráfica, sendo que metade da carga horária foi dada em desenho a mão, e a outra metade em desenho no computador, com a ferramenta Autocad. É trabalhoso e chato no começo, mas é de grande auxílio, e com o tempo nos acostumamos com os comandos e os seus usos. Lembro de que não gostava de usar o programa, mas com o costume em utilizá-lo passei a interessar-me cada vez mais em dominar a ferramenta. Agora, nos meus planos, fazer um curso completo para "domar" a fera de vez. Hoje desenho uma planta baixa, até mesmo complicada, escrevo no desenho, calculo as áreas dos cômodos, coloco as cotas (aqueles "tracinhos" com a medida desejada sobre eles), configuro toda a impressão, gero o arquivo em .pdf... O importante é não ter medo de usar o programa, que no começo assusta, eu reconheço, mas como ele facilita a nossa vida!
O Sketch Up é um programa fornecido gratuitamente pelo Google, por ser criado e desenvolvido pelo grupo. É uma ferramenta de modelagem em 3D, e pode ser baixada sem problemas no link http://sketchup.google.com/. A mais nova versão é o SketchUp 8, totalmente gratuito. Se você deseja alguns recursos a mais, baixe a versão paga, SketchUp Pro. Na mesma página onde indiquei que seja baixado o programa, há tutoriais que ajudam a orientar a utilização do mesmo, e estão em inglês. O Autocad também é um programa em inglês, e seus comandos são dados em inglês, portanto, é bom também que se faça um curso do idioma, que auxiliaria muito, inclusive na vida profissional para além do uso de programas estrangeiros, até mesmo no contato com alguns clientes e fornecedores (não se deve pensar pequeno). Ótimos livros de design são escritos em inglês; excelentes sites de design estão em inglês; grandes profissionais do design são estrangeiros, então nunca será tarde iniciar-se e/ou aprofundar-se no idioma.
Para quem está iniciando o curso de DI ou está pensando em iniciar, pode baixar um programinha muito bom que apresenta um resultado visualmente muito bonito. É o Sweet Home 3D, que pode ser encontrado no site Baixaki, através do link direto http://www.baixaki.com.br/download/sweet-home-3d.htm. Muito fácil de usar, na primeira vez que abri o programa já tinha montado um ambiente, subido as paredes e posto os móveis, que podem ser baixados em uma biblioteca com acesso pelo próprio programa. Nessas férias tenho alguns planos de cursos de férias e mais alguns planos, mas vou tentar criar alguns projetos no Sweet Home 3D e postar aqui para vocês verem o resultado final. Esclarecendo: este não é um programa solicitado por empresas e escritórios que anunciam vagas de emprego (os mais solicitados são os que citei no começo da matéria), mas usá-lo é um bom exercício, ao meu ver, para aqueles que pensam em ingressar em uma graduação em design de interiores e/ou aqueles que já cursam em seu início, como é o meu caso, de estudante que acabou de finalizar o primeiro semestre.
Abaixo, algumas das plantas baixas que realizei na disciplina Representação Gráfica, no Autocad 2009, de dois apartamentos diferentes:


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Ergonomia voltada para o design de interiores

Qualquer profissional de design deve estudar bastante, tanto na universidade quanto fora dela, a questão da ergonomia. Ela é primordial para projetar um espaço ou produto "[...] a fim de torná-los compatíveis com as necessidades, habilidades e limitações das pessoas." (Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ergonomia). Quem vai querer comprar uma cadeira de computador que seja dura, sem apoio para os braços, baixa demais, etc? Certamente essa pessoa, se sentar nela, em alguns minutos estará começando a sentir dores e desconforto, prejudicando, assim, as funções de seu corpo e, por consequência, a sua produtividade. Quem vai querer ler um livro com letras tão minúsculas que seja necessário apertar os olhos para enxergar? Com certeza só de olhar para o conjunto do texto a pessoas já começará a ficar com dor de cabeça. E assim por diante. Design precisa caminhar lado a lado com a ergonomia, pois quando ela não é observada traz como consequências doenças ocupacionais, má postura, LER, stress, e outros problemas de saúde. Por isso é fundamental estudar as possibilidades e limitações do corpo humano, antropometria e disciplinas similares para melhor adaptar o design à engenharia do corpo humano.
Entrando na nossa área, design de interiores, é super importante conhecer o cliente e realizar algumas verificações antes de criar o projeto. Para isso é necessário entrevistá-lo, conhecer suas necessidades, limitações, o espaço que tem disponível e saber trabalhá-lo da melhor forma. É o caso, por exemplo, de alguém que mora com os pais, já idosos, ou um cadeirante, ou alguém de estatura baixa, ou que more com crianças pequenas, ou alguém que trabalhe muito tempo em casa e precise que seja criado um home office, ou poltronas para uma aeronave, para um cinema, ou para o teatro, escritórios... são tantas as situações possíveis! O projeto do designer deverá estar completamente voltado para essas situações, como armários altos que deslizem para baixo, bancadas na altura da cadeira de rodas, barras no banheiro para idosos e cadeirantes, etc. É necessário pensar em absolutamente tudo, para que a demanda do corpo de cada cliente seja respeitada e que ele aproveite do conforto, da praticidade, da usabilidade, da funcionalidade, da estética do ambiente.
Em um espaço é preciso tirar proveito dos seus pontos fortes e tentar anular ou amenizar os pontos fracos. É preciso saber aproveitar a luz e a ventilação naturais, evitar ruídos excessivos, ambiente mal iluminado, abafado, etc. Tudas essas são questões que também entram no estudo que o designer realiza no ambiente para depois intervir nele. Ele tem que estudar o(s) cliente(s) e o espaço que ele(s) tem disponível. A partir daí poderá o designer dar início à criação de seu projeto, sempre pensando em todos os detalhes e critérios arrolados no final do parágrafo anterior.
Para visualizar de forma básica alguns pontos atinentes à ergonomia e à antropometria (anthropos = homem; metron = medida), seguem algumas imagens muito informativas.


















Não deve ser deixado de ser abordado esse assunto quando se fala em design, e muito menos quando se está criando um projeto para um cliente.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Interiores de veículos

O campo de trabalho de designer de interiores é realmente vasto. Quando decidi me matricular numa boa graduação em DI, após muita pesquisa, já sabia das possibilidades que poderia ter. Gosto de simplesmente quase tudo nessa área, mas com o tempo e a experiência espero encontrar o meu caminho. Uma das áreas que sobressaem nesse curso é a possibilidade de criar interiores de veículos em sentido amplo - porque engloba os carros, aeronaves em geral, trens, metrôs, embarcações, etc. É realmente um trabalho muito interessante e compensador!
Para projetar um interior "inusitado" como aqueles citados (falo isso porque a maioria dos designers de interiores fica nos projetos residenciais e comerciais) não há muita diferença em relação a um ambiente ou ambientes de uma construção. Devemos levar em consideração os aspectos da funcionalidade, universalidade, conforto, agradabilidade aos olhos, uso correto das cores, ergonomia... Ou seja, as mesmas palavras-chaves que sempre guiarão o designer de interiores ao longo de sua carreira.
Observem as imagens de alguns desses ambientes:

 Primeira classe da SwissAir
 Interior de jatinho de ditador africano - década de 70
 Interior de navio de cruzeiro
 Suíte de navio de cruzeiro
 Projeto de interior de metrô do designer austríaco Aleksandar Dimitrov
Veículo automotor

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Moda x Design

Quando se começa a mergulhar no oceano de possibilidades do design de interiores, primeiro se descobre que "design" é o gênero, e "interiores", a espécie. Como falei antes, sou estudante do primeiro período de Interiores porque estou matriculada, mas nem comecei ainda a estudar, porém há alguns meses, desde que decidi cursar a faculdade, venho fazendo pesquisas de horas por dia, sigo blogs, recebo newsletters, leio livros, vejo tv, compro revistas.
"Design" é o gênero que abarca interiores, gráfico, moda, de produto, etc. Design, traduzido do inglês, significa projeto, desenho, esboço. E é aí que, ao meu ver, reside o foco do trabalho daqueles profissionais, pois é dessa forma, através de um projeto, de um desenho, que põem sua criatividade e suas ideias para fora, materializando-as.
Todas aquelas profissões mexem com os conceitos do belo, da estética, do funcional, do conforto dos clientes consumidores do serviço específico que ofertam. Enxergo a moda, em particular, em imensa sintonia com o design de interiores. As tendências de tecidos, de texturas, de combinações, tudo remete a essa importante aliança. Percebo que o designer (todos eles) deve ter em mente esse caráter multidisciplinar em relação às demais áreas, e conjugar os conhecimentos no exercício da profissão aumenta as chances de sucesso no seu trabalho.
Interessante o método de trabalho do designer de interiores Thom Filicia. Quando, no programa de tv, ele visita a cliente, procura conhecê-la e a seu estilo, para dar o toque pessoal, deixar o ambiente com a "cara" da pessoa. Vejo isso como fundamental, pois o cliente quer estar em um lugar que remeta a si próprio, no qual sinta-se confortável e perceba que aquele espaço foi criado pensando nele e no que ele esperava do trabalho do designer.
Thom costuma pedir que a cliente busque peças de vestuário e objetos pessoais (seus favoritos). Ele leva essas peças para o seu estúdio, onde conta com a ajuda de uma especialista em moda, que "traduz" o que aquelas peças lhe dizem quanto ao estilo da dona delas. Ele capta texturas, cores, estampas, detalhes, e a partir daí monta o seu projeto, e sai às compras!
Realmente, uma roupa pode dizer muito a respeito de quem a veste, e creio que todas as ferramentas são válidas na hora de criar o (s) ambiente (s) ideal para o cliente, que satisfaça todos os requisitos de esteticidade, funcionalidade, conforto, praticidade. A profissão do designer de interiores pode ser explorada de diversas maneiras, e essa é uma das coisas que mais fascinam.