Mostrando postagens com marcador mobiliário. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mobiliário. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Frank Gehry

Em um momento "relax", assistindo ao seriado animado Os Simpsons, foi citado o nome Frank Gehry, no episódio em que Marge Simpson, matriarca da família e habitante de Springfield, escreve uma carta ao dito homem, solicitando a ele que vá à cidade projetar e executar a obra de uma sala de espetáculos para Springfield. Assim como em todos os nomes que escuto na TV, vou às minhas pesquisas descobrir se a pessoa existe ou se é uma personagem, um nome fictício e, se existir, saber o que ela fez de bacana para ficar famosa. Infelizmente eu ainda não tinha ouvido falar em Gehry, e isso foi-me possibilitado graças a um desenho de TV, amado por uns e odiado por outros.
Frank Gehry é um canadense radicado nos EUA, nascido em 1929 e ainda vivo - e ativo. De origem judaica, reside atualmente em Los Angeles. É arquiteto, possuindo um estilo futurista, inovador, ousado, incomum, criativo... É chamado para projetar em vários países, e sempre cria obras grandiosas, chamativas, geralmente em metal, que não passam em branco para quem anda por perto. Como dizem, uma imagem vale mais que mil palavras, então apresento algumas das obras de autoria de Gehry, para que elas falem por si mesmas. Além dos projetos arquitetônicos, seguem imagens de algumas cadeiras e chaise desenhadas por ele.

 Frank Gehry, por Matt Groening, criador dos Simpsons
http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcS1hp3FAHPWh8F5ZVSjDGyAuXwspqPWguIWam_xrfiHIs0r6w1UOw

O Gehry original
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzGcKDC8gNF6B7ACs_opldHol4ZrDcsyGA98bCKIZDCBGLYZtOBnD5NL-kX04ZNItEn42JbuqEYZ3qPwam30tAaJ_64l1dd6xFpbtmr0i5Uo_8OMEk-oXetBzNGf4pVwxNP7ANPHm2-kA/s1600/Frank+Gehry.jpg

Star Wood Hotel
http://gincaarq.files.wordpress.com/2010/10/frank_gehry_star_wood_hotel_3.jpg

Disney Concert Hall - Los Angeles
http://www.cursodehistoriadaarte.com.br/wp-content/uploads/Frank-Gehry-Disney-Concert-Hall-Los-Angeles..jpg

Guggenheim Museum, Bilbao - Espanha
http://history-of-architecture-frank.wiki.uml.edu/file/view/GehryBilbao.jpg/106120467/GehryBilbao.jpg

"Casa Dançante", vista lateral, Praga - República Tcheca
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/fc/Prague_-_Dancing_House.jpg/220px-Prague_-_Dancing_House.jpg

http://www.bonluxat.com/cmsense/data/uploads/orig/Frank_Gehry_Wiggle_Side_Chair_n9g.jpg

http://www.bonluxat.com/cmsense/data/uploads/orig/Frank_Gehry_Side_Chair_esd.jpg

http://www.artknowledgenews.com/files2008/FrankGehryBubblesChaise.jpg

Tudo maravilhoso, não? Criatividade a mil!!!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Arquitetura e mobiliário antigo - Egito

Gosto da ideia de que para entendermos o presente, e o que virá com o futuro, precisamos conhecer o passado, até porque o que existe hoje é resultado de estudos que ocorreram em algum momento passado e que foram aperfeiçoados com o tempo e com as novas tecnologias - é o caso da internet, dos computadores, dos materiais de construção, da arquitetura, da metalurgia, etc.
Quero falar hoje, em linhas gerais, da arquitetura e da mobília do antigo Egito. Particularmente, é esta a civilização antiga que mais gosto de estudar, desde os dez anos de idade. É fascinante perceber que algumas coisas do que hoje fazemos e produzimos de modo mais simplificado e com a ajuda da tecnologia, maquinário e ferramentas modernas, os povos desde a pré-história já o faziam, e muito bem. É o caso da arquitetura, na Antiguidade.
A descoberta do uso da coluna, que hoje é um dos conhecimentos básicos na arquitetura, foi um grande avanço na Antiguidade, e disseminada no mundo. Os pioneiros nessa utilização foram os egípcios, e não as civilizações clássicas, como muitas vezes cremos ou somos levados a crer. Gregos e romanos perceberam o potencial que essa técnica arquitetônica tinha e a levaram para as suas construções. Os capitéis das colunas egípcias possuíam estilos diferentes, com formas de lótus, papiro e palmeira (da mesma forma fizeram os gregos, criando três estilos de capitéis - dórico, jônico e coríntio, sobre os quais falarei mais no post sobre Grécia e Roma).


Pirâmide projetada por Imhotep

Intriga-me imaginar a construção de palácios e templos, como o enorme Karnak, sem o auxílio de retroescavadeiras, guindastes, e toda aquela aparelhagem da construção civil moderna. Mas eles conseguiram - e os seus resultados estão lá, há milhares de anos, imponentes, sem grandes abalos, exceto o desgaste natural e da passagem dos milênios.
Os egípcios perceberam que o uso de colunas distribuiria igualmente o peso da construção, consequentemente, não forçaria tanto assim a estrutura, que passaria a ser mais resistente. Arquitetos egípcios realizaram grandes proezas em sua área, com destaque para o grande Imhotep (o primeiro arquiteto que a História nos reporta), que exerceu várias profissões e funções do alto escalão egípcio. Sua importância foi tão grande na Corte do faraó Djoser, que quando Imhotep morreu, ele passou a ser reverenciado como um deus, com culto próprio. Ele idealizou e projetou a pirâmide de degraus (a primeira pirâmide da história egípcia) para servir de última morada para o faraó, em Sakkara. Imhotep teve a ideia de colocar mais "degraus" nas já conhecidas mastabas, cada um menor que o de baixo, para formar a estrutura piramidal.
Os egípcios utilizavam-se de cores vibrantes na decoração - inclusive dos túmulos - com uma paleta que, além do branco e do preto, continha as cores primárias, especialmente. Os interiores eram ornamentados com pinturas que retratavam assuntos diversos, como o dia a dia, as rotinas militares, as conquistas do faraó, os deuses do panteão egípcio, a vida como eles acreditavam que seria "do outro lado"... além, claro, dos textos.
O mobiliário, em termos de requinte, elegância e luxo, dependia das posses do seu proprietário. A mobília real, como é de se imaginar, era extremamente suntuosa, rica em detalhes e na qualidade dos materiais empregados; a dos camponeses e pessoas menos abastadas era muito simples, e eles possuiam aquilo que mais basicamente necessitavam, como banquetas e uma estrutura para servir como cama.




Acho esse trono simplesmente maravilhoso! Observem a riqueza dos detalhes...
Foi encontrado na tumba do jovem faraó Tutancâmon.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Séries de Tv também oferecem cultura! - The Tudors

A coisa que mais gosto nos seriados ambientados em épocas passadas é toda a reconstrução histórica que a equipe de produção concretiza. Um bom time de profissionais de um bom canal de tv procura ser bastante fiel à História. Eles realizam pesquisas de vestuário, mobiliário, arte, decoração, sotaques, linguajar, comportamento, postura, etc. Vez ou outra cometem alguns erros históricos (e The Tudors entrou para esse rol, mas com apenas alguns pequenos deslizes), mas mesmo assim ainda vale a pena assistir.
The Tudors é uma série que não acompanhei toda, infelizmente, mas que vi alguns episódios - inclusive o último da 4ª e última temporada -, com o ator Jonathan Rhys Meyers no papel do monarca inglês Henrique VIII. A série conta a história de Henrique desde a sua juventude até a sua morte no trono da Inglaterra, e termina por aí, evitando-se alongar e sair do foco que a produção havia determinado, sem contar os eventos que sucederam-se, como o curto reinado de seu tão esperado filho Eduardo VI (filho de Jane Seymour), morto aos 15 anos anos de idade e sua sucessão pelas irmãs, Mary, católica e conhecida na História como "a Sanguinária", e Elizabeth I, grande rainha cujo reinado, que durou 44 anos, ficou conhecido como "Era de Ouro" (por sinal há um filme sobre a rainha, com a atriz Cate Blanchett no papel principal).
Nesse post vou falar a respeito de duas coisas super importantes para a nossa área do design que reparei nesta série: o mobiliário e o interior dos ambientes em si e o aspecto artístico - que não teria como passar em branco ao contar a história do rei.
Indo logo direto ao segundo assunto, falarei da conexão com a arte, feita na série. Quando falo nessa conexão refiro-me à presença do pintor alemão Hans Holbein, retratista do rei. No século XVI Holbein, "o Jovem", foi dos maiores pintores, e hoje é, para nós, um dos maiores artistas do Renascimento alemão (juntamente com Albrecht Dürer). Segundo o site Deutsche Welle, Holbein retratou pessoas muito influentes da época, além do rei da Inglaterra, como Erasmo de Roterdã (por intermédio dele teve acesso à Corte inglesa) e Thomas More. "Na capital inglesa dedicou-se inicialmente a retratar homens de negócios alemães. Seus retratos são tão realistas, que parecem ser feitos de carne e osso. A personalidade das figuras transparece através dos detalhes. [...] Em 1536, Hans Holbein tornou-se pintor oficial da corte do rei inglês Henrique VIII. Um dos seus retratos da família real mostra o orgulhoso rei e seu filho Eduardo, de apenas 15 meses de idade. À procura de sua quarta esposa, o rei encarregou Holbein de viajar pela Europa, a fim de retratar possíveis pretendentes. Henrique VIII apaixonou-se pela bela figura de Anna von Kleve, que resplandecia no retrato de Holbein. Mas ao conhecê-la ficou tão decepcionado, que anulou o casamento. Hans Holbein permanceu pintor da corte até a sua morte, em 1543, mas nunca mais pôde pintar um membro da família real." (Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,949204,00.html). Faleceu em 1543 vitimado pela peste, aos 45 anos de idade. Algumas das mais famosas obras de Holbein:

 Henrique VIII
 Eduardo VI
 Jane Seymour
 "Os Embaixadores"

No que toca ao mobiliário, realizei uma pesquisa muito árdua e longa; no começo tive praticamente nenhum resultado após inserir vários critérios de pesquisa. Porém, depois de algum tempo e alguns testes de palavras-chave para descobrir alguns resultados satisfatórios, finalmente consegui. O estilo predominante no reinado de Henrique VII, de seu filho, Henrique VIII e de seus sucessores Eduardo VI e Mary, era o estilo Tudor, tanto na arquitetura quanto no mobiliário, e abrangeu o final do século XV até o início do XVII. "El estilo Tudor se desarrolla entre los años 1485 a 1558 y comprende los reinados de Enrique VII, Enrique VIII, Eduardo VI y María. Es una época de transición entre las últimas manifestaciones del gótico y las primeras del Renacimiento. La estructura es gótica: formas rectangulares construidas a base de montantes, larguero y tablas. Se emplean travesaños de sección cuadrangular colocados muy cerca del suelo. El elemento ornamental más característico del estilo Tudor y de todo el Renacimiento inglés es el llamado bulbo de melón, que aparece en casi todos los elementos verticales y se construye muy tallado. Otro motivo ornamental muy característico del estilo que estudiamos es la rosa Tudor. Como elementos ornamentales generales medallones con cabezas de perfil en el centro, volutas, motivos vegetales y grotescos, taraceas. Las camas tuvieron dimensiones exageradas, se emplearon grandes baldaquinos, es decir, doseles que que estaban separados del cuerpo de la cama." (Fonte: http://es.answers.yahoo.com/question/index?qid=20090519172649AARtWqb).  
"Em sua essência, é uma adaptação inglesa da arquitetura gótica. As construções incorporam planos assimétricos e janelas que terminam em ângulos, formando pontas. O exemplo mais clássico do estilo Tudor é a capela de Henrique VII na Abadia de Westminster, construção marcada por rica, detalhada e organizada mistura de elementos e formas. Depois de 1500, passou por alterações que induziram as torres octogonais decoradas e - dentro das casas - uma preocupação especial com as lareiras, que ganharam formas mais elaboradas." (Fonte: http://www.fazfacil.com.br/reforma_construcao/dicionario_construcao_s.html).
"O interior das casas é sombrio, de madeira ou de pedra revestida a tecido, para maior conforto. As peças de mobiliário são sóbrias, também de carvalho, adequadas a um estilo de vida simples. Os acessórios são simples e sem adornos, de madeira, barro ou metal. Os tapetes e as cortinas pesadas, de tons predominantemente naturais, e os candeeiros de parede são alguns dos poucos elementos usados para dar cor às casas 'Tudor'." (Fonte: http://www.modelkit.pt/casas%20de%20bonecas/CBTipos.htm). Sim, por incrível que pareça, consegui uma das melhores descrições de um interior do estilo Tudor em um site dedicado a aficionados por casas de boneca reconstruidas em estilos de várias épocas. Por aí perceba-se a dificuldade em encontrar material referente a essa temática, em especial imagens. As peças do estilo Tudor "[...] eram geralmente feitas de carvalho e foram fortemente influenciados por ambas medieval e gótico projetos. A maioria das peças de mobiliário antigo produzidos durante este período tende a ser camas, armários, mesas de jantar, cadeiras, bancos e cadeiras. Esculturas que se encontram em peças de mobiliário Tudor geralmente são desenhos de inspiração gótica." (Fonte: http://artigo.polomercantil.com.br/article_display/article_display.php?article_id=antique_furniture_part_one_history__177522). 
Consegui a imagem de uma peça de mobiliário no estilo em questão, que pode ser visualizada abaixo (retirei do site Wikipédia): 

sábado, 20 de novembro de 2010

Le Corbusier

Na verdade, seu nome era Charles-Edouard Jeanneret-Gris, e Le Corbusier foi seu pseudônimo, e deu certo, porque poucos o reconheceriam pelo seu nome verdadeiro, mas se citarmos o nome Le Corbusier muito mais gente o reconheceria.
Le Corbusier foi um grande arquiteto francês, ao lado de gênios como Mies van der Rohe e Frank Lloyd Wright, e outros, do século XX. Le Corbusier enxergou a arquitetura como forma de atuar em prol do bem-estar humano e de suas necessidades. Foi também grande urbanista, área na qual percebemos seu destaque, e trouxe cinco aspectos nos quais construiu as bases de sua inovadora arquitetura, sendo eles: a construção sobre pilotis (pilastras), terraço-jardim, planta livre da estrutura, fachada igualmente livre da estrutura e janela em fita (para captar com o máximo de aproveitamento a luz natural). Um exemplo conhecido de construção projetada por Le Corbusier na qual foram observados os cinco pontos dele é a Villa Savoye. Essa residência, localizada na França, "Forma com a residência Farnsworth (de Mies van der Rohe) e a Casa da Cascata (de Frank Lloyd Wright) uma tríade de residências paradigmáticas das diferentes tendências da arquitetura moderna que surgiam no início do século." (Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Villa_Savoye/).
Brasileiros de destaque mundial na arquitetura, Lúcio Costa e o ainda hoje vivo e ativo Oscar Niemeyer utilizaram-se com sucesso da influência de Le Corbusier em seus projetos.
Le Corbusier ainda criou designs de mobiliário que são sinônimo de modernidade e elegância até os dias de hoje. Suas experimentações em design de mobiliário iniciaram-se em 1928, e ele faleceu em 1965, aos 78 anos de idade.

 Villa Savoye - 1928

 Croqui

 Le Corbusier
 A famosa Chaise Longue