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sábado, 8 de janeiro de 2011

Dicas de leitura - vale a pena comprar esses livros!

Gente, para variar, estou sempre marcando presença na minha livraria preferida aqui no Rio, da qual sou fiel compradora. Estou sempre bisbilhotando as seções de livros de bolso ("pocket books" - aqueles livrinhos pequenos que falam de variados assunto de diversas áreas de conhecimento), revistas e livros de arte - fotografia, artes plásticas, arquitetura, design de interiores e assuntos relativos e importantes para nossa área. Vale também dar uma circulada em geral na livraria, pois as pessoas muitas vezes bagunçam os livros e nunca devolvem para a seção original, assim, já achei ótimos livros em outras seções.
Não resisti e, apesar do preço (R$ 90,00, devidamente parcelados, claro), trouxe para casa um livro pesado, chamado "Design Brasil - 101 anos de história", publicado pela editora Abril por meio da revista Casa Claudia. Ele traz páginas coloridas em ótimo papel, impressão de boa qualidade, com dezenas de designers - de mobiliário, de objeto, lighting, eco... ou seja, mostra quem faz o quê no design, desde o século passado. Conta um pouco da história de cada profissional no design, traz fotos de seus principais trabalhos, fala deles também e alguns designers até falam sobre seu processo criativo. Fiquei super satisfeita com a aquisição, valeu a pena - repito, apesar do preço. Uma ideia, uma inspiração, podem facilmente sair daquelas páginas para os seus projetos, e também nos ajuda a conhecer a história do design, de certa forma, pois não podemos ignorá-la, tendo em vista que é necessário conhecer o que já foi feito, estudar sua evolução, seus materiais, texturas, para adquirir conhecimentos necessários para procurarmos novas soluções, mais funcionais, ou re-designs...

 Capa

Para os amantes da fotografia que não tem grana nem tempo para fazer um curso, recomendo o "Guia Completo de Fotografia", da National Geographic. Custa R$ 49,90 e você aprende muitas dicas, desde aquelas que te ajudam na escolha da máquina fotográfica até aquelas que fazem com que você dê aquele toque mais profissional às fotos, passando por dicas de composição, de uso do flash, e muito mais. Realmente o conteúdo condiz com o nome do livro: é mesmo um "guia completo".

Capa

Livro nunca é demais, é um ótimo investimento na sua formação e vida profissional (lembre-se: não é porque você se formou que não precisa mais ler nem ficar antenado com o passado, com o presente e com as tendências para o futuro), e mesmo que você não tenha paciência e/ou tempo para lê-lo por completo, um dia, acredite, você vai acabar olhando a prateleira, tirando o pó do livro e realizando alguma consulta nele, que muitas vezes poderá ser crucial para o seu projeto.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Texto de Freddy Van Camp sobre a regulamentação do design (íntegra)

REGULAMENTAÇÃO DO DESIGN - A QUEM INTERESSA?

Este texto escrito pelo Designer, professor da ESDI/UERJ, Freddy Van Camp, é bem interessante e fala sobre a regulamentação da profissão, ele não fala especificamente sobre o Design de Interiores, mas sim sobre o design em geral, incluindo nele a nossa profissão.

Regulamentação do Designer. A quem interessa?
Freddy Van Camp

Nesta discussão com o legislativo sobre a aprovação do Projeto de Lei que regulamenta a profissão de Desenhista Industrial há argumentos de todo tipo sendo utilizados a favor e contra esta reinvidicação de mais de 25 anos por parte dos designers.
O entendimento do que é este profissional começa equivocado na definição dada pelo próprio Ministério do Trabalho e do Emprego que confunde suas funções com as do artista visual. Esta definição, incluída na CBO 2002 a Classificação Brasileira de Ocupações, foi elaborada por três eminentes universidades paulistas e com a colaboração de alguns colegas designers também renomados.
Mas afinal a quem interessa esta regulamentação?
Vivemos em um país onde tudo é regulamentado, até as leis, por maior que isto seja um contra-senso. Temos esta tradição e esta cultura. Mesmo que não se goste disso temos que conviver com esta nossa realidade muito peculiar, forçados e a contragosto. É comum se falar em leis não estarem em vigor, mesmo assinadas e publicadas, pelo fato de não estarem regulamentadas. Talvez por isto tenhamos este péssimo hábito de leis que pegam ou não pegam, não sei. Toda a nossa estrutura é montada em cima deste fato. E o design como profissão plena, quando vai entrar em vigor?
A regulamentação do desenhista industrial interessa, em primeira instância, ao poder público. É ele que necessita do design como fator de agregamento de valor a produtos ou mensagens. Sem uma regulamentação, sem um registro profissional o poder público, seja municipal, estadual ou federal, ou mesmo as empresas para-estatais não pode comprar design por meio de licitação ou concorrência pública, como preconiza a Lei Nº 8.666. Que tal o governo ter que adquirir projetos de design de micreiros, de curiosos talentosos ou de profissionais de tecnologia que tenham talento criativo e artístico.
Se um órgão público fizer uma concorrência para arquitetos somente eles podem participar, pois o que os qualifica para isto é ter uma profissão regulamentada, é possuir uma inscrição no CREA. Você pode ter o diploma de Arquiteto, mas nunca será um, nem poderá exercer a profissão se não tiver o CREA. O mesmo acontece com os advogados, os contadores, os médicos, os dentistas, os engenheiros, os corretores de imóveis, os fonoaudiólogos.
Se o poder público tiver que fazer uma concorrência ou uma licitação específica que se destine aos designers, ou a empresas de design, não tem como fazer isso já que a Lei das Licitações Públicas diz que a única maneira de caracterizar uma profissão é pelo seu registro profissional. Os governos não podem contratar designers por concorrência pública, seja para projetos de identidade visual, sinalização pública de qualquer tipo, para o desenvolvimento de projetos de mobiliário escolar ou hospitalar ou mesmo para projetos de mobiliário urbano ou equipamentos públicos como trens de metrô. Todos esses são projetos de design que tem interesse da sociedade como um todo e não apenas de interesses de pequenos grupos como o MTE acha que é a situação de atuação do designer, e por isto não recomenda sua regulamentação.
A regulamentação interessa ao usuário final, o consumidor do produto, seja bi ou tridimensional. Tudo o que produzimos e que tem contato com o público necessita de um responsável. Por não ser regulamentado o designer não é tecnicamente responsável pelo que produz, seja um site, uma cadeira ou um posto de trabalho que controle uma ponte rolante. Conseqüência disto é que sem um registro profissional não é possível ao designer emitir uma ART, a Anotação de Responsabilidade Técnica, documento necessário pela nossa legislação, por exemplo, para que determinados produtos sejam aceitos em licitações ou em compras públicas onde haja risco para os seus usuários finais. Uma cadeira de trabalho mal desenhada pode ocasionar problemas de postura que se transformam em graves problemas de saúde permanentes para quem a utiliza. Se isto for constatado quem será responsabilizado, o engenheiro ou algum técnico de nível médio que a fabricou e que assinou a ART sem ter competência para isto?
Isto também se refere a postos de controle em veículos públicos, siderúrgicas, Instrumentos médicos ou mesmo em nossos automóveis de passeio onde um display mal posicionado pode induzir a erros de grandes conseqüências, sem falar de outras possibilidades. O mesmo pode acontecer com embalagens de qualquer tipo, sinalizações públicas, folhetos impressos ou sites da Internet, que com projetos deficientes induzem seu usuário ao erro. Quem assina por isto? Quem será responsabilizado? Todos estes são projetos típicos executados por designers e onde a estética tem papel secundário.
Perante o Código do Consumidor, por exemplo, o designer não pode ser responsabilizado pelo seu projeto, mesmo que este tenha defeitos ou ocasione danos ao seu usuário. A nossa “não regulamentação” como designer nos impede de proporcionar condições ao exercício de nossa profissão, resguardando a saúde e a vida da população como preconiza o Ministério do Trabalho e do Emprego, nas diretrizes que propõe para justificar regulamentações futuras.
A regulamentação interessa aos empresários, o cliente, pois o design é uma atividade de alto risco e com algum tipo de fiscalização ele pode se garantir de estar recebendo o melhor de um profissional. Com isso reduz o seu risco ao mínimo necessário, especialmente em termos de investimento, tendo a quem recorrer em caso incompetência e de má conduta profissional. Com a proliferação de cursos no país deve haver obrigatoriamente uma instancia de verificação da competência mínima necessária ao exercício da profissão, além de todas as implicações do descrito acima. Design está entre as áreas que têm especificidades técnicas que precisavam ser avaliadas por especialistas na área, semelhante a carreiras como a dos arquitetos ou dos engenheiros
A regulamentação interessa ao designer, o profissional que por quatro ou cinco anos adquire uma formação e treinamento que lhe dá competência e o intitula a exercer esta especialidade em qualquer tipo de empresa, especialmente nas que tem planos de cargos e salários estruturados. Este plano classifica as profissões em categorias salariais, de competência e de carreira. Para elas são estabelecidos pisos salariais, progressões, planos de aposentadoria, etc. Uma profissão não regulamentada entra em categorias não específicas. Depois de uma carreira inteira, em uma entidade estatal como designer e de nível superior o profissional, por exemplo, não poderá se aposentar como tal, tendo que se enquadrar em uma categoria indefinida, pois não há como alterar sua classificação inicial já que a profissão não é regulamentada.
Passados mais de quarenta anos de existência da profissão e pelo menos vinte cinco anos de luta pela regulamentação, continuamos nesta situação calamitosa de não sermos reconhecidos. Só que neste momento somos algumas dezenas de milhares de profissionais de qualidade, formados em mais de uma centena de faculdades e escolas, públicas e privadas e reconhecidos, inclusive pelo governo como fator estratégico para agregar valor aos produtos reais ou virtuais produzidos por nossa economia.
Portanto não somos uma profissão nova como alegam os contrários a regulamentação. Mas também não somos uma profissão plena. Desde 1980 tivemos cinco projetos de regulamentação em tramitação, todos arquivados por motivos e circunstâncias diversas e continuamos sem este instrumento fundamental de legitimação e reconhecimento que é a regulamentação de nossa profissão.
Temos que ser regulamentados. Temos que ser reconhecidos.
A regulamentação interessa a todos!

FONTE: Design Brasil
Freddy Van Camp – Designer, professor da ESDI/UERJ

(Fonte: http://uniplacinteriores.blogspot.com/2009/09/regulamentacao-do-design-quem-interessa.html)

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Mies van der Rohe

Ludwig Mies van der Rohe foi um arquiteto alemão de grande importância no século XX e foi professor da famosa e primeira escola de design, a alemã Bauhaus. Utilizou-se de diversas influências em seus trabalhos, como do Neoplasticismo, do Modernismo, do Construtivismo...
Em 1933 van der Rohe mudou-se para os Estados Unidos, país onde já contava com reconhecimento pelo trabalho realizado na Alemanha, lá (nos EUA) tendo executado inúmeros outros projetos arquitetônicos de grande vulto. Na arquitetura usou grande diversidade de materiais, como o aço e o cimento, o aço cromado, o mármore travertino, etc.
Van der Rohe criou também peças de mobiliário muito conhecidas em todo o mundo nos dias de hoje, com design atual e elegante. Dentre essas peças é impossível não pensar como primeira opção a Poltrona Barcelona.


 Mies van der Rohe
 Poltrona Barcelona





terça-feira, 17 de agosto de 2010

Que luxo a primeira semana de aula na Escola de Design da UVA!

As aulas iniciaram-se quarta-feira passada, portanto, com a aula de hoje, terça-feira, ficamos conhecendo todos os professores e matérias do semestre. Até publiquei no meu twitter como foi bacana esse começo. Um novo começo; um começo de uma vida nova. Vejamos como foi - e será - o dia a dia.
Às segundas teremos aula de Laboratório de Criação, com o professor Madson Oliveira, conterrâneo meu, do Ceará, aqui no Rio de Janeiro, olha que luxo! Cearense tem estrela, hehehe. A sala é grande, cheia de materiais, revistas, pia, mesas individuais grandes, tudo para criar um ambiente confortável para... criar! O professor pediu-nos alguns materiais para a próxima aula e também incumbiu-nos de levar uma foto ou recorte de revista de um objeto 3D não orgânico (um objeto qualquer) que esteja retratado com boa representação gráfica. Iremos reproduzir o objeto em sala. Como será feito? Só saberemos segunda-feira, mas esta é uma das disciplinas que mais vou gostar!
Hoje tivemos aula de Metodologia Visual, e logo de cara o professor Antônio Roberto embarcou conosco em uma "viagem" nos conceitos iniciais de sua disciplina que, assim como a anterior, será predominantemente prática, o que adorei. Solicitou também alguns materiais e passou um pequeno exercício em sala hoje. A proposta era: Deus havia nos convocado para projetar um mundo novo que seria criado, e a requisição Dele, como "cliente", era a de que o novo mundo deveria ser feito de formas ainda não conhecidas, tomando por base apenas linhas em forma de "Y" que poderiam ser de qualquer tamanho e estarem dispostas de qualquer maneira, desde que dentro desse formato - uma linha única que se bifurca. Achei curioso o exercício, e gostei de trabalhar isso. Não sei se o meu ficou bom, acho que ficou meio louco, algo que a Lady Gaga provavelmente teria feito na mesma aula, rsrsrs, mas na próxima semana o professor vai dar continuidade ao exercício, talvez peça que cada um explique o seu propósito com aquilo que produziu; ele também falou algo que considerei super importante: a partir do momento em que somos estudantes de design precisamos parar de pensar como o consumidor, que recebe o produto pronto, e sim devemos pensar como o produtor, porque isso é design! Uma reflexão muito bacana.
Quarta-feira teremos aula de Representação Gráfica. Uma disciplina, duas professoras, cada uma com uma abordagem diferente. Isso é interessante porque durante metade da manhã teremos desenho na prancheta, e é aí que aprenderemos no "braço" a fazer as plantas baixas, em suma. No restante da manhã faremos a mesma coisa, só que no Laboratório de Informática no programa Autocad, do qual já tivemos algumas noções iniciais de comandos e de familiarização com sua interface gráfica. É um bocado complicado de usar, mas como foi o primeiro contato com o programa eu nem me preocupo tanto, pois sei que a prática e a convivência com suas funções nos levará a utilizá-lo com propriedade, afinal, quando algo é novo para nós é comum passarmos por alguns tropeços e dificuldades, mas também quando se acostuma, tudo deslancha. Creio que vá gostar mais da parte do desenho na prancheta, porque gosto de desenhar, sentir o lápis, riscar. Além do mais a professora Nara Iwata tem a maior paciência conosco no Autocad.
Às quintas-feiras, Projeto Conceitual. É uma disciplina cuja avaliação é um projeto que deve ser feito em grupo para, ao final do semestre, caso selecionado, seja executado em algum evento de grande porte da Universidade, provavelmente na semana de moda, que é a formatura dos alunos de Design de Moda. Particularmente, achei a ideia espetacular, pois uniria Moda e Interiores e, como já falei em um post anterior, as duas tem entre si uma conexão muito forte, além de eu gostar muito de moda. O tema dos projetos deste semestre já foi lançado, mas nesta quinta a professora Beatriz Chimenthi dará maiores detalhes sobre a empreitada.
E às sextas-feiras?? História da Arte! Ah, música para os ouvidos... É outra disciplina que também me fascina. Creio que a professora Dayse Marques vá explorar incrivelmente essa disciplina encantadora. Aula passada ela falou sobre alguns pintores, contou um pouco da história de Van Gogh e do quadro "O Grito" de Edvard Munch. E, no mesmo dia, aula de Introdução ao Design. A professora já passou algumas atividades para serem entregues nesta sexta e um livro, "Design do Objeto - bases conceituais" para lermos até a sua página 30. Para não começar acumulando atividades, já fiz tudo isso, e até o final do semestre vou procurar fazer tudo em tempo para não ter prejuízo nem sobrecarga de trabalhos, desta forma, conseguirei fazer tudo com um cuidado maior, com mais calma e, consequentemente, com maiores chances de obter boas notas e satisfação pessoal por aquilo que irei realizar.
So, this is it!